Após sofrer uma fratura na clavícula direita durante o duelo contra o Estudiantes, pela Libertadores, na última quarta-feira (29/4), Arrascaeta passou por uma cirurgia para corrigir a lesão. Com a Copa do Mundo se aproximando em pouco mais de seis semanas, há a possibilidade de que o atleta do Flamengo não participe do torneio. Um especialista em medicina esportiva foi consultado para esclarecer os detalhes sobre a recuperação do jogador.
O cirurgião Kaleu Nery analisou as chances de Arrascaeta estar recuperado a tempo para a Copa. “O prazo é bastante curto para esse tipo de lesão. Quando se menciona fratura de clavícula, não há uma resposta definitiva. Existe, sim, um risco real de ele ficar fora do Mundial”, destacou.
Veja as fotos
Leia Também
Arrascaeta comenta renovação de Filipe Luís e projeta 2026: “Expectativa muito alta”
Arrascaeta compartilha primeiras fotos de filho recém-nascido, Milano
Arrascaeta diz ter dificuldade com o Uruguai e revela afinidade com estilo da Seleção Brasileira
Arrascaeta e Flamengo acertam renovação contratual
A fratura na clavícula é uma das lesões mais frequentes em esportes que envolvem contato físico, como o futebol. Essa condição geralmente ocorre devido a quedas ou colisões. Embora na maioria dos casos a clavícula tenha uma boa recuperação, isso não implica que o processo seja rápido. Segundo o médico, “o ‘bem’ e o ‘rápido’ nem sempre estão relacionados”.
Kaleu Nery destacou que embora existam diretrizes baseadas em estudos, elas não garantem resultados certos. “Atletas submetidos a tratamento conservador costumam retornar após cerca de 61 dias. Para aqueles que passam por cirurgia, esse período varia entre 68 e 83 dias. Portanto, ele estaria no limite inferior desse intervalo. Estar nesse limite não garante que ele estará pronto com segurança”, explicou.
A gravidade da fratura influencia diretamente nas previsões sobre a recuperação. “Fraturas com desvio significativo ou múltiplos fragmentos demandam um tempo maior para cicatrização. Em alguns casos, esse período pode chegar até 100 ou mesmo 128 dias para que o atleta volte à prática esportiva”, acrescentou o especialista.
Nery também ressaltou que retornar aos gramados envolve mais do que apenas estar livre da dor. “É fundamental diferenciar entre estar sem dor e estar preparado para competir. É necessário garantir que a fratura esteja consolidada, que haja mobilidade completa no ombro e força muscular restabelecida. Ignorar essas etapas pode aumentar os riscos de novas lesões”, afirmou.
“Sem uma avaliação detalhada sobre a fratura específica dele, qualquer previsão fica limitada”, finalizou o médico, enfatizando que as chances de Arrascaeta não participar da Copa são reais.
A cirurgia realizada no jogador consistiu na fixação da clavícula quebrada por meio de placa e parafusos em um hospital localizado em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. A equipe médica do Flamengo considerou o procedimento bem-sucedido. Inicialmente, prevê-se que o meia fique afastado dos campos por um período de 45 dias; porém, essa é uma estimativa otimista e dependerá da evolução de sua reabilitação.
