A bola que será utilizada na Copa do Mundo de 2026 não se limitará a ser um mero objeto de jogo, mas também contará com tecnologia avançada que influenciará as decisões dos árbitros. Desenvolvida pela Adidas, a Trionda é equipada com um sensor interno capaz de registrar informações em uma frequência impressionante de 500 vezes por segundo, transmitindo esses dados em tempo real para o sistema de videoarbitragem.
Esse dispositivo faz parte de uma iniciativa da Fifa destinada a aprimorar a precisão nas análises durante lances críticos. Antes do seu uso em campo, a bola precisa ser carregada indutivamente para ativar o sensor que monitora seus movimentos ao longo da partida.
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Esta inovação tecnológica visa principalmente auxiliar na detecção de impedimentos. Um dos grandes desafios enfrentados pelos árbitros é determinar com precisão o momento em que um jogador faz um passe. Quando dependemos apenas das imagens captadas pelas câmeras, existem limitações técnicas relacionadas à quantidade de quadros disponíveis por segundo, o que pode prejudicar a análise.
Com o sensor operando a uma taxa de 500 registros por segundo, o sistema é capaz de identificar com maior precisão o instante em que ocorre o contato entre jogador e bola. Esses dados são enviados imediatamente para a sala do VAR, facilitando uma análise mais rápida e eficiente.
O dispositivo utilizado é conhecido como Unidade de Medição Inercial (IMU), localizado dentro da bola. Este sensor monitora aceleração, velocidade, direção e deslocamento tridimensional, proporcionando uma leitura detalhada dos movimentos durante toda a partida.
O funcionamento dessa tecnologia não depende exclusivamente da bola conectada. Ela está integrada a uma rede composta por 16 câmeras posicionadas ao redor do estádio, que monitoram simultaneamente os jogadores e a bola, coletando até 29 pontos de dados por atleta a cada 50 segundos.
Os dados coletados são analisados por sistemas de inteligência artificial que geram alertas automáticos para os responsáveis pelo VAR quando detectam possíveis infrações. Além dos impedimentos, essa tecnologia também ajuda na avaliação de toques de mão, desvios sutis e outras situações em que o contato com a bola pode ser crucial para as decisões arbitrárias.
Apesar de toda essa assistência tecnológica, a decisão final continua sendo prerrogativa do árbitro em campo. O sistema serve como uma ferramenta para aumentar a precisão das análises e diminuir erros em lances complexos.
Antes de sua adoção nas competições principais organizadas pela entidade, essa tecnologia passou por rigorosos testes entre os anos de 2020 e 2022. Desde então, foram estabelecidos protocolos pela Fifa para verificar o funcionamento adequado dos sensores e sua integração aos demais sistemas utilizados nos jogos.
Conforme informado pela entidade, esse equipamento não altera o comportamento da bola. O sensor tem um peso reduzido e foi projetado para não interferir na dinâmica ou trajetória durante as partidas.
Essa tecnologia já está sendo utilizada em várias competições promovidas pela Fifa, incluindo a Copa do Mundo masculina e feminina, assim como na Copa do Mundo de Clubes e outros torneios internacionais. Além do auxílio à arbitragem, os dados gerados também são utilizados para criar gráficos animados e recursos visuais nas transmissões, ajudando os espectadores a entenderem melhor os lances marcantes.
