A crise interna na FIFA avançou para um novo estágio. Confederações de diferentes continentes estão considerando a possibilidade de apresentar uma moção de desconfiança contra Gianni Infantino, atual presidente da organização, o que poderia culminar em sua destituição. Essa informação foi divulgada com base em relatos de fontes envolvidas nas conversas.
Essa movimentação surge em meio a uma série de acontecimentos que intensificaram a pressão sobre a gestão do presidente. Um dos principais fatores é o insucesso do projeto Fifa Forward Enterprise (FFE), que tinha como meta a comercialização de parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo.
Veja as fotos
Leia Também
Antes do sorteio, Trump enaltece Infantino e aponta números recordes para a Copa
Concacaf rejeita proposta da FIFA de vender competições e é mais uma a se opor a Infantino
Conflito em Gaza: Infantino afirma que FIFA não deve interferir na política
‘Hoje é difícil imaginar o Brasil campeão da Copa’, diz Ronaldo sobre Seleção
Uma fonte consultada pela agência revelou que Infantino se encontra em uma encruzilhada diante dessa situação. “Não há como escapar. Ele pode optar por um caminho pacífico, decidindo não concorrer em março, ou seguir por um percurso complicado”, afirmou sob condição de anonimato. Caso a moção seja aceita e leve ao afastamento do presidente, isso representará um fato sem precedentes na história dos 122 anos da FIFA.
Possibilidades para o avanço da medida
O regulamento interno da FIFA estipula que para uma moção de desconfiança ser considerada, é necessário convocar um Congresso Extraordinário. Para que essa reunião ocorra, pelo menos 20% das 211 associações filiadas devem solicitar formalmente ao Conselho da entidade por escrito.
Isso equivale a um mínimo de 43 associações nacionais. Se esse número for atingido, o Congresso deverá ser realizado no prazo máximo de três meses. Durante essa assembleia, cada associação terá direito a um voto, sendo vedada qualquer forma de representação por procuração ou carta.
O regulamento não especifica quantos votos são necessários para aprovar uma moção de desconfiança. Assim sendo, aplica-se a regra geral que determina que as decisões sejam tomadas pela maioria simples dos votos válidos.
Aumento da pressão após conflitos recentes
As discussões sobre o futuro de Gianni Infantino surgem após novos desentendimentos dentro da organização. O projeto Fifa Forward Enterprise se tornou alvo principal das críticas e também está relacionado à saída recente de Kevin Lamour, diretor operacional da entidade, devido às suas opiniões sobre essa iniciativa.
Além disso, algumas federações nacionais começaram a expressar seu descontentamento com a manutenção do italiano à frente da instituição. Entre elas estão Inglaterra, País de Gales, Escócia, Irlanda e Israel, todas manifestando oposição à continuidade de Infantino no cargo.
No contexto continental, confederações como UEFA, AFC e Concacaf estão avaliando o andamento dessa moção de desconfiança. No entanto, até o momento essa proposta ainda está sendo debatida internamente. Para iniciar formalmente esse processo, será necessário garantir o apoio mínimo das 43 associações filiadas à FIFA.
