Capitão marroquino na Copa enfrenta processo judicial após rejeição de apelação por crime sexual

Nota: O conteúdo a seguir contém relatos delicados sobre agressão e abuso sexual, podendo provocar gatilhos relacionados a estupro, violência contra a mulher e agressão doméstica. Se você ou alguém que conhece é vítima desse tipo de violência, busque ajuda e faça uma denúncia. Ligue para o 180.

No contexto da Copa do Mundo de 2026, Achraf Hakimi, capitão da Seleção do Marrocos e jogador do Paris Saint-Germain (PSG), foi surpreendido por uma notícia que transcende o universo esportivo. Na última sexta-feira (19/6), o sistema judiciário francês decidiu que o lateral será submetido a um julgamento criminal em virtude de uma acusação de estupro, rejeitando assim o recurso da defesa.

Apesar das sérias implicações legais e da expectativa pela partida entre Marrocos e Escócia no Mundial, Hakimi, de 27 anos, demonstrou estar focado. Em suas redes sociais, ele reafirmou sua inocência e revelou sua ansiedade em relação ao julgamento.

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O jogador Achraf HakimiCrédito: Reprodução Instagram
O jogador Achraf HakimiCrédito: Reprodução YouTube
O jogador Achraf HakimiCrédito: Reprodução YouTube

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“Por muitos anos optei por ficar em silêncio. Acreditava que manter minha dignidade e confiar na Justiça levaria à uma resolução justa. Agora estou pronto para me manifestar”, afirmou Hakimi. A equipe legal do jogador, chefiada por Fanny Colin, também se pronunciou sobre o caso. A advogada salientou que a decisão de levar o caso a julgamento não implica culpa e sugeriu que a notoriedade de Hakimi influenciou o processo, descrevendo-o como uma “justiça de classe inversa” após vazamentos policiais.

O desfecho esperado pela vítima e os pormenores da denúncia

Para a advogada da jovem denunciante, o encaminhamento do caso ao tribunal na área metropolitana de Paris é um marco significativo. Rachel-Flore Pardo celebrou essa etapa como uma “conquista judicial”, ressaltando o alívio sentido pela sua cliente após mais de três anos lidando com os desafios do processo e as “calúnias” recebidas publicamente.

O incidente teria ocorrido em fevereiro de 2023. De acordo com os documentos da investigação, a jovem conheceu Hakimi através do Instagram e foi levada até sua residência em um veículo solicitado pelo atleta. Em seu relato, ela menciona ter sido beijada e tocada sem consentimento antes de ser agredida. A jovem conseguiu se desvincular da situação apenas após empurrá-lo e enviar mensagens pedindo ajuda a uma amiga.

By Noticias de Fortaleza

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