O gol da emoção: descubra a trajetória por trás das lágrimas de Raúl Jiménez na cerimônia de abertura da Copa

Na partida inaugural da Copa do Mundo de 2026, um momento emocionante foi protagonizado por Raúl Jiménez, que marcou o primeiro gol do torneio e também garantiu a vitória do México por 2 a 0 sobre a África do Sul, no Estádio Azteca. A celebração do atacante rapidamente se transformou em lágrimas, capturando a atenção de todos os torcedores presentes e dos que acompanhavam a transmissão. No entanto, as lágrimas de Jiménez continham um significado profundo, que ia além do simples resultado da partida.

Esse gol simbolizava o fechamento de um ciclo que, há alguns anos, parecia quase impossível. Em novembro de 2020, durante um jogo da Premier League entre Wolverhampton e Arsenal, Jiménez enfrentou o momento mais crítico de sua carreira.

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Jiménez caiu inconsciente após colisão com David LuizReprodução/Foto: JOHN WALTON/POOL/AFP
México x África do Sul na abertura da Copa do MundoReprodução/YURI CORTEZ / AFP
México x África do Sul na abertura da Copa do MundoReprodução/YURI CORTEZ / AFP

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Durante uma disputa após um escanteio, o atacante colidiu violentamente com David Luiz e desmaiou em campo. O diagnóstico revelou uma fratura craniana.

Jiménez necessitou passar por uma cirurgia emergencial e ficou meses afastado dos jogos. A preocupação inicial deixou de ser o futebol e passou a ser sua recuperação. Durante esse período, surgiram incertezas sobre seu retorno ao esporte em alto nível.

Retorno considerado improvável

A recuperação demandou tempo e uma reestruturação cuidadosa na rotina esportiva. No documentário Code Red, produzido pelo Wolverhampton, Jiménez compartilhou que os médicos lhe explicaram o sério risco ao qual ele havia sido exposto naquela situação delicada.

Ele retornou aos campos somente em agosto de 2021. Desde então, uma proteção especial para a cabeça tornou-se uma parte característica de sua imagem. A faixa que usa representa simbolicamente a lesão que quase pôs fim à sua carreira.

Um gol aguardado por quatro Copas

O confronto contra a África do Sul também foi significativo por romper um tabu. Apesar de sua longa trajetória com a seleção mexicana, Jiménez nunca havia conseguido marcar em Copas do Mundo até então. Aos 35 anos e disputando seu quarto Mundial, ele finalmente conseguiu entrar para a lista dos goleadores no maior evento futebolístico.

Além de garantir a vitória na estreia mexicana no torneio, seu gol elevou seu nome à condição de destaque na história da seleção. Com esse tento no Azteca, Jiménez alcançou 46 gols pela equipe nacional, igualando-se a Jared Borgetti como o segundo maior artilheiro da história mexicana. Ele agora está apenas seis gols atrás do líder Javier “Chicharito” Hernández, que possui 52 gols.

By Noticias de Fortaleza

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