Soroterapia em debate: a visão da ciência sobre a prática de Virginia Fonseca

A influenciadora Virginia Fonseca gerou um grande burburinho nas redes sociais ao compartilhar que estava realizando um tratamento de soroterapia nos Estados Unidos nesta semana. Após a sua recomendação do procedimento, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) emitiu um alerta sobre os perigos de se submeter a esse tipo de terapia sem a orientação de um profissional médico. Mas o que especialistas têm a dizer sobre essa prática? Veja a seguir!

O nutrólogo Sandro Ferraz trouxe um importante esclarecimento: a soroterapia não deve ser encarada como uma moda passageira ou uma solução milagrosa, mas sim como uma abordagem médica altamente personalizada e fundamentada na ciência.

Confira as imagens

Virginia FonsecaFoto: Reprodução/Instagram @virginia
Virginia FonsecaCrédito: Reprodução Instagram
Virginia FonsecaFoto: Reprodução/Instagram @virginia
Virginia Fonseca estará na Copa do Mundo como enviada do "Domingão com Huck"Reprodução: Instagram/@virginia
Virginia FonsecaFoto: Reprodução/TikTok @virginiafonseca

Leia Também

Carla Bittencourt

“A Nobreza do Amor” começa com princesa africana escondida no interior do Rio Grande do Norte

Famosos

“A Virginia por quem me apaixonei lá atrás não existe mais”, afirma Zé Felipe

Carla Bittencourt

“A Nobreza do Amor” desacelera romance e segura primeira noite de protagonistas até capítulo 52

Música

‘Alô, Virginia!’: influenciadora faz crescer seguidores de grupo que canta sobre seu body splash

.
</li.

.

,
],
},
};

Sandro Ferraz explicou que a decisão de iniciar a soroterapia deve sempre ser baseada em uma avaliação médica detalhada. “Esse tratamento pode ser considerado em situações onde há carências nutricionais, baixa absorção intestinal, aumento das necessidades metabólicas, fadiga devido à falta de nutrientes específicos, recuperação pós-cirúrgica, desidratação ou quando é necessário repor rapidamente certos nutrientes. O aspecto fundamental é que não deve ser visto como uma tendência passageira, mas sim fundamentado em exames laboratoriais e na história clínica do paciente com objetivos terapêuticos claramente definidos”, afirmou.

Ainda segundo o especialista, nem todos os pacientes são indicados para esse procedimento. “Indivíduos saudáveis com boa nutrição e sem sintomas específicos muitas vezes não necessitam da reposição intravenosa. Ademais, existem contraindicações e precauções essenciais, especialmente para aqueles com doenças renais, insuficiência cardíaca, problemas hepáticos, alergias ou uso de determinados medicamentos. Há também riscos associados à sobrecarga de nutrientes. A literatura médica indica que pessoas sem deficiência ou condições clínicas específicas apresentam pouca evidência dos benefícios das infusões vitamínicas intravenosas”, enfatizou.

Sandro detalhou o funcionamento da terapia no organismo. “Os nutrientes são introduzidos diretamente na corrente sanguínea através de um acesso venoso, possibilitando uma absorção mais rápida e independente da digestão. A formulação da solução pode ser ajustada conforme as necessidades individuais, combinando vitaminas, minerais, aminoácidos e antioxidantes enquanto se respeitam rigorosamente as dosagens seguras e os tempos de infusão”, explicou.

O nutrólogo também frisou que a soroterapia não é um método para emagrecimento direto. “Ela pode atuar como um suporte dentro de um plano abrangente para perda de peso quando existem deficiências nutricionais ou baixa energia. Quanto à longevidade, não deve ser comercializada como uma solução antienvelhecimento milagrosa. O verdadeiro caminho para a longevidade envolve controle metabólico adequado, sono reparador, alimentação saudável, atividade física regular e equilíbrio hormonal quando necessário”, destacou. “Assim, a soroterapia deve ser vista como um coadjuvante no tratamento.”

Ferraz alertou sobre os perigos da utilização inadequada desse procedimento. “Tem sido frequentemente vinculado ao setor estético prometendo melhorias na pele e no aumento da energia. No entanto, é imprescindível agir com responsabilidade médica, já que muitos desses benefícios carecem de comprovação científica em indivíduos sem deficiências diagnosticadas. Estudos recentes mostram que o uso indiscriminado dessas vitaminas intravenosas em pessoas saudáveis pode trazer riscos significativos como infecções e reações adversas”, avaliou.

<p“Em meus tratamentos aplico a soroterapia apenas quando há necessidade clínica bem definida segundo os exames laboratoriais e sempre integrada em um plano maior voltado para saúde ou emagrecimento”, finalizou Sandro Ferraz.

By Noticias de Fortaleza

Você Pode Gostar!