Níveis baixos de testosterona: especialista detalha causas, sintomas e complicações em resposta ao relato de Zé Felipe

O cantor Zé Felipe surpreendeu as redes sociais ao compartilhar sua experiência com uma queda nos níveis de testosterona. Com bom humor, ele relatou mudanças em seu corpo e disposição, optando por tratar o problema com um implante hormonal conhecido como “chip de testosterona”. Apesar do tom descontraído, o caso levanta um alerta relevante sobre a saúde hormonal masculina. Segundo a endocrinologista Dra. Fernanda Parra, situações como essa são cada vez mais comuns, especialmente entre homens jovens.

Conforme a especialista, a redução nos níveis de testosterona pode ter diversas origens, sendo o estilo de vida um fator determinante.

“A falta de sono e o estresse crônico podem elevar os níveis de cortisol, um hormônio catabólico. Esse aumento pode interferir no equilíbrio hormonal que regula a produção de testosterona, diminuindo a sua liberação. Do ponto de vista clínico, essa relação é plausível, já que o corpo entra em estado de alerta constante, afetando diretamente a produção hormonal”, explicou a médica.

Em resumo, noites mal dormidas, rotinas intensas e pressão constante podem impactar negativamente a produção hormonal no organismo.

A especialista ressalta que esse tipo de cenário não se restringe a homens mais velhos.

“Sim, tornou-se cada vez mais comum. Jovens com rotinas agitadas, privação de sono, estresse elevado e hábitos pouco saudáveis podem apresentar redução nos níveis de testosterona. Muitas vezes, não se trata de uma condição patológica, mas sim de um impacto direto do estilo de vida no equilíbrio hormonal.”

Apesar de Zé Felipe ter escolhido o implante hormonal, a Dra. Parra alerta que esta não é a primeira opção de tratamento na maioria dos casos.

“Na maioria dos casos relacionados ao estilo de vida, é possível reverter a situação sem a necessidade de reposição hormonal. Ajustes como melhorias no sono, prática regular de exercícios, alimentação saudável e controle do estresse costumam ter um impacto significativo.”

Ela enfatiza que a reposição hormonal só deve ser considerada quando há deficiência comprovada por exames e sintomas associados.

Diagnóstico requer mais de um exame

Outro aspecto crucial é que o diagnóstico de baixa testosterona não deve ser feito precipitadamente.

“O diagnóstico não deve se basear em um único exame isolado. É fundamental avaliar os sintomas clínicos e confirmar por testes laboratoriais, geralmente com duas medições de testosterona total realizadas de manhã”, destacou a médica.

Sintomas podem ser confundidos com outras condições

A baixa testosterona pode resultar em:

  • Redução da libido

  • Fadiga excessiva

  • Perda de massa muscular

  • Aumento da gordura corporal

  • Alterações de humor

  • Dificuldade de concentração

No entanto, a médica adverte que esses sintomas também podem estar presentes em quadros como ansiedade, depressão e burnout.

“Muitos desses sinais são comuns em condições como depressão e ansiedade, o que ressalta a importância de uma avaliação clínica adequada.”

“Chip de testosterona” requer cautela

Quanto ao método escolhido por Zé Felipe, a especialista faz um alerta:

“O ‘chip’ de testosterona é, na verdade, uma forma de reposição por meio de implantes hormonais. Existem preocupações quanto à dose padronizada, controle e uso indiscriminado. Portanto, é essencial que seja avaliado por um médico capacitado, levando em consideração seu histórico e exames.”

Além disso, existem outras formas de reposição, como gel e injeções, sendo a escolha uma decisão individualizada.

Riscos do uso sem orientação médica

A utilização de testosterona sem acompanhamento médico pode acarretar sérias consequências:

  • Alterações no colesterol

  • Aumento do risco cardiovascular

  • Problemas hepáticos

  • Acne e retenção de líquidos

  • Supressão da produção natural do hormônio

Ademais, pode afetar a fertilidade.

“Sim, em excesso, a reposição pode diminuir a produção de espermatozoides. Em muitos casos, esse efeito pode ser revertido ao interromper o tratamento, porém não é garantido.”

A Dra. Parra também adverte sobre o uso do hormônio por motivos estéticos ou de desempenho físico.

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By Noticias de Fortaleza

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